Gênero: Alternative Rock, Indie Rock
1. Peito
2. Nada Igual
3. Nenhuma Estrela
4. Próxima Parada
5. Casa Vazia
6. Relógio (feat. Lô Borges)
7. Pega
8. Programação Normal
9. 32
10. Coração Partido
11. Tempo
12. Viver de Amor
13. Acordo
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LISTEN
Poucas bandas alcançam um equilíbrio tão refinado entre amadurecimento e frescor criativo quanto a Terno Rei faz em Nenhuma Estrela (2025), seu quinto álbum de estúdio. O trabalho será lançado hoje, 15 de abril, às 21 horas, via Balaclava Records e reúne 13 faixas inéditas, marcando a fase mais madura do grupo paulistano – e o ápice de sua discografia.
Com produção assinada por Gustavo Schirmer – também presente nas apresentações ao vivo da banda – e mixagem de Nicolas Vernhes, conhecido por seus trabalhos com bandas como Animal Collective e The War on Drugs, o resultado é um álbum coeso e envolvente, no qual cada detalhe é milimetricamente desenhado para emocionar — mas sem excessos.
Desde a virada criativa com Violeta (2019), que revelou hits como “São Paulo” e “Luzes de Natal”, o quarteto formado por Ale Sater (voz e baixo), Bruno Paschoal (guitarra e sintetizadores), Greg Maya (guitarra) e Luis Cardoso (bateria) vem lapidando uma sonoridade que trafega entre o dream pop, o pós-punk e o indie rock brasileiro. Nenhuma Estrela sintetiza esse processo com sofisticação, equilibrando melancolia, romantismo e texturas sonoras que remetem tanto aos anos 1980 quanto ao presente.
Os singles “Nada Igual”, “Próxima Parada” e “Nenhuma Estrela” já davam pistas do que vinha por aí: refrães fortes, ambientações nostálgicas e letras confessionais – marca registrada da banda. Faixas como “Casa Vazia”, “Acordo” e “Programação Normal” reforçam esse olhar introspectivo sobre relações, tempo e memória.
Mas há também surpresas: a dançante “Tempo”, com participação especial de Clara Borges (Paira), traz um groove sutil e moderno, enquanto “32” oferece reflexões sobre amadurecimento e passagem do tempo. Em “Relógio”, a presença de Lô Borges conecta o disco ao legado mineiro do Clube da Esquina, fundindo passado e presente em uma faixa de beleza delicada e atemporal.
Segundo Ale, este é “o disco preferido da banda”. O processo criativo, feito com calma e carinho, transparece na precisão das composições e arranjos robustos. “Acho que estamos na nossa melhor fase. A gente se conhece há muito tempo, e mantemos uma força criativa, então as coisas saem muito fácil”, afirmou. Sater completou, em entrevista com o TMDQA! que será disponibilizada na íntegra em breve: “Eu acho que é um disco que reflete uma maturidade nossa como grupo e como músicos, e eu tô muito feliz pelo lançamento.”
Responsáveis por uma chama que enche a música independente contemporânea brasileira, é inegável a sutileza do Terno Rei em uma trajetória de 15 anos. Nenhuma Estrela é, enfim, o melhor dos dois mundos do Terno Rei: a melancolia urbana e elegante que os consagrou, e um novo sopro de ousadia estética que os posiciona entre os nomes mais relevantes da música alternativa brasileira atual. Um álbum para ouvir com fones de ouvido em um quarto escuro — ou cantar em coro com o público de um festival. Um disco vívido e atemporal, clássico instantâneo.
Com muitas novidades para celebrar esta era, a banda já anunciou as primeiras datas da turnê Nenhuma Estrela, que teve seu pontapé inicial num show emocionante no palco do Lollapalooza Brasil – onde estivemos presentes como parceiros editoriais do festival. Ingressos e mais informações podem ser conferidos aqui.

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