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quinta-feira, 16 de junho de 2022

7 Peles - O Terceiro Evangelho Do 7 Peles - 2022 - Download


Gênero: Black Metal

1. Vale dos Ossos Secos
2. Louvem
5. A Cura dos Cegos
6. O Opositor

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Para quem acompanha o meu trabalho (se é que alguém possa fazer isso), sabe que tenho fascínio, e por que não, uma fixação por bandas formadas por integrantes encapuzados, cujos nomes e identidade, não são mencionados ou revelados (pelo menos, não nos primeiros anos de carreira).

E é essa fixação que me levou a conhecer bandas muito boas como o Mgla, Batushka, os brasileiros Jupiterian,Lacrima Mortis e o grupo que trago na resenha de hoje,os cariocas do 7Peles. Lembro-me de ter esbarrado no trabalho dos caras, enquanto buscava referências nacionais para ajudar a compor o meu estilo vocal no que viria ser o primeiro trabalho da minha banda, o Prophecies of Plague da Sacramentia.

Formada em 2016, o quinteto toma para si o próprio nome da banda, ou seja, todos ali são a imagem e semelhança do 7peles. Alias, o significado por trás do nome da banda é autoexplicativo, não é (pelo menos a nós brasileiros)?

A paixão pelo Black Metal foi o elo mais forte que unira essas cinco almas, mas se formos levar em consideração as inúmeras ramificações que o som de uma banda pode ser enquadrado dentro de uma única vertente, posso afirmar que o 7peles é mais precisamente uma banda de Orthodox Black Metal.

Trajando vestes e se comunicando com o público de forma a ser uma espécie de congregação às avessas, a banda traz a devoção a Satanás, a disseminação da palavra do príncipe do inferno e o desmascaramento do deus cristão como principais inspirações para as composições. As apresentações do grupo também fazem parte deste contexto, transformando o espetáculo em uma verdadeira missa negra.

Já para rebater as chamadas sagradas escrituras, o 7peles tem como embasamento, fundamentos encontrados no Luciferianismo, satanismo teísta e gnosticismo.

As primeiras amostras do som da banda vieram com os singles, Qayin, Heylel e Yehudhah Ish Qeryoth. Faixas essas que somadas a mais outras quatro, integraram o primogênito O Primeiro Evangelho do 7Peles lançado em 2019 pela Mutilation Records, selo que apoia a banda até os dias de hoje, sendo o principal responsável pelos lançamentos do sempre caprichado material físico do grupo.

Este primeiro tomo do Sete, como não poderia deixar de ser, apresenta sete faixas, cujo português e inglês se alternam em momentos distintos. Segundo a banda, os momentos cantados em nossa língua materna são as passagens mais importantes que devem destacar-se de cada composição, fixando-se na cabeça do ouvinte. Neste debut é nítida a influência do Mayhem no som da banda. Na época em que descobri o trabalho, estava completamente imerso na obra dos noruegueses, e achei incrível o fato de termos uma versão tupiniquim.

Por ironia do destino, a boa recepção do álbum de estreia além de atrair a curiosidade do público, garantiu ao 7Peles a possibilidade de abrir os shows do Mayhem, ao lado das também brasileiras Enterro e Svatan durante a turnê comemorativa do icônico disco The Mysteriis Dom Sathanas. Além da notória participação, o Sete ainda contou com a presença em palco do icônico vocalista Atilla Csihar dividindo os vocais da clássica Beyond do Tormentor.

Depois de alcançar todas essas graças infernais, uma pandemia assolou o mundo e assim como muitas outras bandas, o 7Peles fora afetado pelo cancelamento de shows e o isolamento social. Mas a determinação que desde os primórdios se fazia presente no grupo mais uma vez perseverou, e assim, durante o feriado cristão no final de 2020 (também conhecido como natal) O Segundo Evengelho do 7Peles veio à tona. Porém com este segundo trabalho, o Sete buscava criar uma forma própria de tocar o Black Metal que pulsa na sonoridade do grupo, e deixar ainda mais clara a mensagem que queriam passar para o público.

Sendo assim, todas as sete novas composições agora apresentavam letras unicamente em português e algumas pitadas de outras vertentes do metal, resultando ao final da audição, um disco de Black N Roll, uma ramificação que mescla o espírito do Motorhead, a agressividade do Venom e a espontaneidade e energia das bandas da primeira e segunda onda do Black Metal. Assim como o trabalho de estreia, uma caprichosa edição física foi lançada ainda em parceria com a Mutilation.

Mesmo tentando explicar essa nova sonoridade, O Segundo Evangelho do 7Peles, traz uma mistura ímpar na evolução da banda, que neste trabalho buscou influências de Titãs à Mystifier. Apesar da estranheza inicial com a mudança na abordagem musical, foi a partir de novas audições que pude me adaptar e apreciar essa evolução da banda. Deste trabalho, destaco as faixas Menage de Lameque, Tempo dos Templos (que conta com a participação do guitarrista do Mayhem, Ghul) e Mestres da Lei e Fariseus detentora de um refrão contagiante que custa a sair da cabeça. Vale a pena mencionar a oitava faixa do trabalho, uma versão sensacional da clássica The House of The Rising Sun do The Animals.

Chegamos finalmente no atual momento, precisamente em maio de 2022. O Covid-19 parece aos poucos tirar o pé do acelerador, e com isso, o mundo vai voltando a uma rotina entre trancos e barrancos. Nesse ínterim, o 7Peles buscou permanecer ativo nas redes sociais, realizando lives, e o mais importante, adiantando o processo de composição e produção do disco que dissecarei a seguir, O Terceiro Evangelho do 7Peles.

Com o rufar de bateria somos arrebatados com Vale dos Ossos Secos de pegada galopante e refrão contagiante que acompanha o riff de guitarra. A letra da música faz alusão e deturpa a passagem contida no capítulo 37 do livro de Ezequiel. De acordo com as escrituras, Ezequiel foi levado em espírito pelo senhor, a um vale que estava repleto de ossos. Ao passarem por entre as extensas pilhas de ossadas o profeta pode comprovar que os ossos estavam sequíssimos. Assim o senhor pediu ao homem que profetizasse perante aqueles restos, trazendo-os de volta à vida.

Uma ótima faixa de abertura que tem os seus momentos de complexidade, porém sem o exibicionismo e virtuosismo exacerbado que parece estar incrustado em muitas bandas atuais.

Em Louvem, o Sete faz a inversão de valores de passagens contidas em Juízes 5:1 e ao Salmo 150:6 exaltando o eminente louvor e exaltação à Satanás. Destaque aqui para o riff inicial que traz uma atmosfera dark somada a pitadas a lá os primórdios do Judas Priest. Destaque para o competente solo de guitarra e levadas de contrabaixo.

Pérolas aos Porcos foi a primeira palavra deste novo evangelho a ser disseminada aos fiéis do 7Peles. E que música meus amigos. Os licks de guitarras são emblemáticos e grudentos, o que fará com que o botão de repeat seja ativado com frequência. O refrão é outra parte alta e faz coro com uma icônica melodia advinda também dos guitarristas.

O título e toda temática que permeia a faixa advêm de Mateus 7:6 onde uma espécie de orientação a respeito da fé é abordada, dizendo ao povo santo não perder tempo oferecendo as riquezas da fé aos cães, jogando assim pérolas aos porcos. No caso do Sete, essas riquezas são bijuterias descartáveis e vagabundas que são jogadas em formato de falsas promessas e esperança aos pequenos porcos cristãos pelos imundos pastores mundo a fora. Talvez esta seja a faixa mais acessível para àqueles que não estão habituados com sons mais extremos.

A quarta faixa Fruto Proibido traz um paralelo já traçado pela banda em O Segundo Evangelho, precisamente em Apocalipse 1:7:1, mesclando a crítica bíblica com questões políticas do nosso cotidiano, cujo país é governado por um total boçal e uma bancada evangélica formada por pessoas que operam como marionetes, tendo como base, o discurso ignorante e preconceituoso vindo do andar de cima. Um verdadeiro manifesto contra a turminha do “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”. A menção inicial a certa ministra é genial e ao mesmo tempo trás um humor mórbido, que poderia até ser errado, se não vivêssemos no país dos absurdos como é o caso do Brasil.

A Cura Dos Cegos traz a antítese de Isaias 42:16, onde somente através da palavra do evangelho do Sete, poderá curar os cegos e surdos da pior de todas as mazelas, maior ainda que a falta dos sentidos, a servidão e escravidão da fé em Cristo. Esta é uma das faixas mais pesadas do álbum com uma atmosfera e pegada que me remeteu ao Black Sabbath.

Com toques de Doom Metal, O Opositor traz uma ode, e ao mesmo tempo, uma espécie de linha cronológica da história de uma das figuras mais emblemáticas tanto da bíblia quanto da cultura pop, o Leviathan. Retratado pela primeira vez no capítulo 41 do Livro de Jó e no capítulo 27 do Livro de Isaías, a imagem deste ser colossal foi deturpada pela Igreja Católica durante a Idade Média, como o demônio representante do quinto pecado, a Inveja, também sendo tratado como um dos sete príncipes infernais. A banda parece querer fazer uma espécie de reparação histórica deste ser, colocando-o como uma criatura imponente e indestrutível, que atua na destruição do falso deus.

O grande clímax e encerramento do trabalho se da com Oh Salomé. Aqui a banda narra e exalta a figura de Salomé, considerada a mulher mais cruel da história judaico-cristã. A música foi o segundo lampejo do disco lançado até então em formato digital.

Lançado “no maldito feriado cristão”, como se refere a banda ao dia 15 de abril, O Terceiro Evangelho do Sete Peles foi gravado e produzido no HR Estúdio por Kléber França. A masterização ficou a cargo Perazzo Mortus do Estúdio Hanoi. Como de praxe, o material gráfico é de uma excelência sublime, que só se eleva ainda mais quando temos o cd físico em mãos, uma caprichada edição em digipack com direito até a verniz localizado.

As artes e o projeto são de autoria de Fabio Meneses da Ink Creations Artworks. Agradeço a Extreme Sound Records por me enviar o material físico, que sempre é um diferencial na hora de analisarmos a obra. Inclusive, este foi um dos argumentos de um dos integrantes da banda, no qual tive prazer em trocar algumas palavras.

Para o Sete, apesar de toda a facilidade do mundo digital, o bom e velho formato físico é parte integrante e muito importante do trabalho de uma banda de Heavy Metal (como sempre digo, o gênero naturalmente pede por isso), que age como um verdadeiro complemento na hora da audição. Quem viveu a era do disco do vinil certamente concordará com a visão do grupo.

Em suma, o 7Peles mostra em seu terceiro trabalho uma evolução natural e ainda mais apurada da mudança adotada a partir de 2020 com O Segundo Evangelho. As músicas vão direto ao ponto, porém, sem beirar a uma simplicidade infantil. A forma como a banda estuda bem o seu “inimigo” é pra lá de competente, fazendo da crítica à religião algo muito mais complexo do que apenas frases batidas entoadas ao léu por muitas bandas da mesma vertente. A mensagem passada em nossa língua materna atinge o ouvinte em cheio de forma hipodérmica, mesmo que para uma total compreensão e captação de algumas nuances dos temas, sejam necessárias mais audições.

O Terceiro Evangélico do 7Peles, é um ótimo registro de uma banda assumidamente suja, mundana, que deturpa as santas escrituras para seu bel prazer. Até mesmo porque, se pastores e políticos deturpam a palavra em prol da dominação e obtenção de votos, nada mais justo que um grupo, como o 7Peles, exorcize todo o ódio nutrido por esses chamados “homens de bem”, jogando mesmo sal na ferida e apontando os dedos para quem realmente precisa enxergar toda a imundice que o cerceia.

E viva a lei do Sete!

sexta-feira, 25 de junho de 2021

7 Peles - O Segundo Evangelho Do 7 Peles - 2020 - Download


Gênero: Black Metal

1. Ménage de Lameque
2. O Martelo Chama
3. Redenção
4. Tempo dos Templos
7. O Dilúvio
8. The House of the Rising Sun

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sábado, 7 de março de 2020

7 Peles - O Primeiro Evangelho Do 7 Peles - 2019 - Download


Gênero: Black Metal

3. Abbadon
5. Ecce Homo
6. Har Meggido

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Irmãos uni-vos a celebração da decadência do nazareno, desde a sua apresentação no Maniacs Metal Meeting o 7 Peles provou para esse redator ser uma banda diferenciada pois eles não tem um show e sim um verdadeiro culto.


Formada no ano de 2016 e possuindo toda uma aura de miticismo e luciferianismo nas suas composições o que fizeram ter a honra de dividir o palco com o lendário Mayhem, entre outras conquistas, e coroando todos essa vitoriosa jornada no caminho da mão esquerda eles lançaram, O Primeiro Evangelho do 7 Peles sete pelo seu primeiro full que foi antecedido por três singles.


Um destaque inicial desse registro é a arte gráfica com um cuidado de acabamento artístico que deixa no chinelo muitas hordas por ai e faz com que você ao manusear o aterfato já tenha ciência que esta perante uma obra profana.


Uma intro Flammas Eius Lucifer. já inicia o culto dando espaço para Heylel, um som que poderia estar muito bem em opus obscuros da década de noventa na escandinava, pois é fiel aquela escola só que com um tom maior de malicia que só Metal Negro nacional é capaz de propor.


Prova disso vem nas faixas posteriores, consegue imaginar algo mais blasfemo do que homenagear Qayin que na mitologia cristã matou seu irmão, pois bem as heresias continuam em Abbadon, Har Meggido e a Lei do 7 um hino que coloca em cheque toda a conduta da moral cristã que assola o país a tempos.


Fiel a si mesmo e ao pensamento da liberdade o 7 Peles apresenta uma lirismo riquíssimo e uma sonoridade atraente , estejam convertidos.

sábado, 14 de setembro de 2019

Vários Artistas - Hammer Of Damnation - Volume 01: Conquerors Of Modern World - 2017 - Download


Gênero: Black Metal

1. 7 PELES - Qayin
2. ARCANO ARCONTE - Além do Nada
3. BLACK CANDLES - Where Vempire Cry at Night
4. GROTESQUE COMMUNION - A Degenerative Prayer
5. DEATH CHAOS - You Die I Smile
6. IMPÉRIO PROFANO - Orgias e Batalhas
7. LEMBRANDO OS MORTOS - Serpente de Lingua Envenenada
8. OCULTISMO ETERNO - Ocultismo Eterno
9. SOLARFALL - Warsov War
10. TACAZ - Evil
11. THE BLACK COLD - Angeliis Mortiis
12. TOTAL INFAMOUS DESTRUCTION - The Rise of Black Thrash
13. TYRANNICVS - Avatar of War
14. UMBRA MORTA - Aetate Aquarii (Ars Rebeliiae)
15. DEVILISHEIM - Deserto de Gelo
16. WISDOM - Totentanz
17. KRYPTIK - Darkness Purging The Light
18. WITHOUT MY SHADOW - Burning Holy Bible
19. NEBERLUNG - Total War
20. ENDLESS CARNAGE - Slaves of Religion
21. OPUS TENEBRAE - Aurea Hyspania

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