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segunda-feira, 22 de abril de 2024

République Du Salém - Volume III - 2023 - Download

 

Gênero: Hard Rock

1. Drifting Apart (intro)
2. O.M.K. (Remastered)
3. Hail, Captain!
4. I want you to be free
5. Half a Million Souls (we won't forget)
6. City of Lies / Seal the Deal
7. Song I sing as I leave the scene
8. Drifting apart (reprise)
9. Quem sabe
10. I Want You to Be Free (Acoustic Bonus)

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République Du Salém - République Du Salém - 2015 - Download

 

Gênero: Hard Rock

1. Take the Risk
2. I Will Wait for You (Blues for Nina)
3. Path of Cain
4. What You're Like
5. Interlude (Unspoken Words)
6. Closer
7. Down the Narrow Road
8. Drink Your Wine
9. Latindo
10. Into the Silence
11. Go Ye and Preach My Gospel

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République Du Salém - O Fim Da Linha Não É O Bastante - 2013 (EP) - Download

 

Gênero: Hard Rock

1 – Cidadão Kane
2 – Corpo achado, bala perdida
3 – Apenas uma canção de amor
5 – Os homens
6 – Expresso 212

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A banda paulistana République du Salém passeia por vários subgêneros do rock’n’roll, focando na sonoridade e visual da prolífica e inspirada década de setenta. As influências da banda são vastas, indo desde nomes como Led Zeppelin, Jimi Hendrix, The Allman Brothers Band, até a banda brasileira Os Mutantes. Lançado em abril de 2013, "O Fim da linha não é o bastante" é um trabalho que possui predicados de sobra.


Produzido por Brendan Duffey e Adriano Daga no Norcal Studios, localizado em São Paulo, no ano de 2012, "O Fim da linha não é o bastante" é fruto de muito trabalho e comprometimento, e o álbum por si só comprova tal afirmação com folga até mesmo para os mais céticos. A qualidade das composições, que mesclam várias sonoridades, indo do rock clássico, southern rock, folk, hard rock, até elementos de rock mais modernos, é bastante elogiável, fazendo com que esta não pareça ser a estreia em estúdio do conjunto, tamanho entrosamento, profissionalismo e criatividade.


O álbum já se inicia com uma música de alto nível, com uma introdução muito contagiante e repleta de energia. "Cidadão Kane" é magnífica em vários sentidos, seja no andamento e nas linhas vocais inspiradas e fortes, seja na ótima letra ácida, crítica, inteligente e muito bem construída. O ouvinte é brindado com todos os elementos que fazem do rock’n’roll como um todo um gênero apaixonante e singular, já que há ótimos riffs e solos de guitarra, aliados a uma cozinha muito competente e entrosada. E que solo final de guitarra, simplesmente excepcional e muito bem trabalhado! Um dos melhores petardos do trabalho!


Em "Corpo achado, bala perdida" temos um hard rock setentista pesado, que mistura muitas influências musicais, contando com um espetáculo à parte no que diz respeito às linhas vocais, que logo "grudam" na mente, principalmente no refrão vigoroso e marcante. Por outro lado, "Apenas uma canção de amor", como o próprio nome se pode fazer supor, é uma balada que logo chama atenção pela junção de bonitas melodias vocais e instrumentais. Há um solo de guitarra belíssimo e muito melódico, que deixa tudo ainda mais emotivo. Além do ótimo trabalho vocal de Davi Stracci, temos na faixa em questão a participação da cantora americana de gospel/bluegrass Rachael Billman, abrilhantando tudo ainda mais, na parte da letra escrita em inglês.


Após uma canção tão apaixonante e delicada, logo somos "sacolejados" de jeito por um blues rock muito animado, com outra letra muito inteligente e atual, que versa sobre a alienação da sociedade moderna, que fica cada vez mais prisioneira do cotidiano e da mesmice. O vocalista Davi Stracci, mais uma vez, mostra o seu talento através de criativas e versáteis linhas vocais. Aliás, todos os músicos merecem menção e elogios, por serem muito habilidosos e dinâmicos. Outro ótimo solo de guitarra, para variar! "Sem hora pra voltar", inclusive, conta com um videoclipe muito bem produzido e interessante, que combina muito bem com a mensagem contida na letra.


As duas últimas faixas do play são repletas de qualidade. Em "Os homens" temos a segunda balada, que cativa prontamente pelas ótimas linhas vocais e pelo bonito e introspectivo solo de guitarra de Guido Lopes, que "toca na alma". Enquanto que "Expresso 212" logo explode após uma introdução mais lenta. Pesada, encorpada, classuda, são muitas formas de descrevê-la! Só ouvindo com atenção mesmo para compreender tantos elogios!


O trabalho foi tão bem recebido pelo público e crítica especializada que oito meses após o seu lançamento oficial já foi indicado para o Grammy latino na categoria de "melhor álbum de rock" do ano passado, ficando entre as cinquenta melhores bandas do país, superando bandas ativas há muito mais tempo.


É gratificante ouvir um trabalho tão bonito, bem trabalhado e com músicos tão talentosos e criativos. Tudo é elogiável, seja a arte de capa a cargo de Tiago Stracci, as belas e memoráveis canções, até a parte lírica muito inteligente e instigante. Permita-se entrar nesse trem, pois, posso te garantir, caro leitor, você não se arrependerá da viagem!