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sexta-feira, 3 de janeiro de 2025

Whom Gods Destroy - Insanium - 2024 - Download

 

Gênero: Progressive Metal

1. In The Name Of War
3. The Decision
5. Find My Way Back
6. Crucifier
7. Keeper Of The Gate
8. Hypernova 158
9. Insanium

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Era uma vez, um supergrupo progressivo se formou com alguns dos músicos mais tecnicamente proficientes e enérgicos do gênero. Infelizmente, devido à doença que não deve mais ser mencionada, Sons of Apollo, o supergrupo composto por Mike Portnoy, Billy Sheehan, Jeff Scott Soto, Derek Sherinian e Ron "Bumblefoot" Thal acabou tendo vida curta depois que sua turnê foi interrompida em 2020. No entanto, assim como uma fênix renascendo das cinzas, uma parte do grupo se uniu para formar um novo grupo.


Whom Gods Destroy é a nova banda com o já mencionado maestro de teclado Derek Sherinian (Dream Theater, Black Country Communion) e o virtuoso guitarrista Bumblefoot (Guns N Roses). Juntando-se a eles nesta empreitada estão Bruno Valverde na bateria (Angra), Yas Nomura no baixo e completando o grupo nos vocais está o cantor croata Dino Jelusick (Trans Siberian Orchestra em turnê, Whitesnake). Certamente, os talentos de Derek e Thal são lendários, mas como esse novo projeto se sai?


Em uma palavra? Brutal. Não tenho certeza se fui nocauteado por um álbum há muito tempo. O single de estreia, "In the Name of War" (que coincidentemente também é a primeira música do álbum) dá o tom para o que você ouvirá nas músicas restantes do álbum. A sinistra introdução de piano clássico leva a alguns riffs de guitarra deliciosamente lamacentos antes de Dino entrar gritando como uma banshee e, em seguida, levando a um dos refrões mais cativantes que experimentei ultimamente. É um monstro absoluto de uma pista que não faz prisioneiros. A intensidade continua com "Over Again", entregando outra performance agressiva. Não é até "Find My Way Back" que o ouvinte recebe um pequeno alívio dos riffs intensos, e temos a balada do álbum. É certamente uma faixa de destaque, com instrumentação mais emocional, e Dino consegue mostrar por que ele é um vocalista de turnê da Trans-Siberian Orchestra – apenas uma voz matadora absoluta. Não se desviando das regras do progressivo, "Hypernova 158" é um fragmento instrumental insano entre Thal e Derek e uma das melhores faixas instrumentais que você já ouviu em algum tempo.


Honestamente, além do single principal, eu não tinha certeza do que esperar para o resto do álbum. Ouvir possivelmente o álbum de prog-metal "mais raivoso" em anos não estava no meu cartão de bingo progressivo de 2024, mas aqui estamos. Este álbum é o filho inesperado do Soundgarden, Pantera e Whitesnake. E realmente, essa combinação só funciona graças à musicalidade da banda. Eu não conhecia Dino antes desta revisão e, francamente, fiquei impressionado com seus vocais. O poder, a intensidade e o alcance que ele tem são simplesmente incríveis e emprestam uma intensidade emocional à instrumentação. Falando nisso, Derek e Thal absolutamente ancoram a música. Sherinian, que eu sempre achei um dos tecladistas / sintetizadores mais eficazes por aí, está absolutamente liberado neste álbum. Embora talvez não seja tão experimental com seus patches de sintetizador como alguns podem estar acostumados, suas partes dão uma profundidade incrível e carne às faixas. Há vários momentos realmente divertidos em que ele e Thal trocam riffs e solos para frente e para trás. E por falar em Bumblefoot, sua guitarra é fantástica como sempre. Sua capacidade de alternar perfeitamente entre riffs crocantes, solos melódicos e trituração hiper-rápida dá uma variedade incrível a essas músicas. Embora eu certamente tenha enfatizado os membros mais conhecidos desta banda, eu seria negligente em não mencionar Yes e Bruno, que fazem um trabalho absolutamente fantástico no lado rítmico das coisas e mantêm a intensidade com o resto da banda.


Como ouvinte progressivo, muitas vezes temos a mentalidade de que a música deve estar mais do lado do Genesis. É sempre um bom alerta quando esses músicos optam por abraçar seu monstro interior do metal. Este é um álbum altamente recomendado. E certamente, se e quando este grupo fizer uma turnê, prevejo que seus shows sejam um passeio sonoro absoluto e uma explosão ininterrupta de energia, Lançado em 15 de março de 2024 em InsideOutMusic.

segunda-feira, 4 de novembro de 2024

terça-feira, 29 de outubro de 2024

Angra - Acoustic - Live At Ópera De Arame - 2024 (live) - Download

 

Gênero: Power Metal, Progressive Metal


CD-1
01. Nova Era
02. Make Believe
03. Storm Of Emotions
04. Gentle Change
05. Bottom Of My Soul
06. Holy Land 07. No Pain For The Dead
08. Here In The Now
09. Reaching Horizons

CD-2
01. Silence And Distance
02. Tears Of Blood
03. Rebirth
04. Bleeding Heart
05. Late Redemption
06. Carry On

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O Angra acaba de liberar seu tão aguardado álbum acústico Acoustic – Live at Ópera de Arame, gravado em Curitiba, em 2023. O projeto, que conta com 15 faixas cobrindo toda a discografia da banda, já está disponível em todas as plataformas de streaming e nas principais lojas do Brasil, com versões físicas em box de CD duplo, DVD e vinil em edição limitada. Esse show intimista trouxe uma nova perspectiva para os maiores sucessos da banda.


Apesar da ausência da icônica versão de Wuthering Heights no álbum físico e digital por questões de direitos, o Angra compensou os fãs com um videoclipe exclusivo da faixa no YouTube e nas redes sociais. A performance da música, cantada pela lendária Amanda Somerville, emocionou o público ao lado de Fabio Lione, trazendo uma energia inesquecível para esse momento.


O show contou com participações especiais de peso, como Toni Garrido em Late Redemption e Vanessa Moreno em No Pain for the Dead. A atmosfera acústica foi elevada pelo piano de Davi Jardim, a percussão de Guga Machado e uma orquestra completa, provando que mesmo sem a marca registrada dos solos e baterias explosivas, o som do Angra continua grandioso.


Com o sucesso estrondoso dessa experiência desplugada, o Angra embarcou em uma série de shows acústicos em 2024, passando por São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e até uma performance histórica no Chile. Além disso, a banda se prepara para uma turnê comemorativa dos 20 anos de Temple of Shadows.

segunda-feira, 6 de novembro de 2023

Angra - Cycles Of Pain - 2023 - Download

 

Gênero: Power Metal, Progressive Metal

1. Cyclus Doloris
3. Dead Man On Display
6. Vida Seca
9. Faithless Sanctuary
11. Generation Warriors
12. Tears Of Blood
Bonus Track:
13. Tears Of Blood (Speed Version)
14. Here In The Now (Vanessa Moreno Version)

Link 01 (MP3)
Link 02 (FLAC)

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Um disco novo do Angra é sempre um evento dentro do metal nacional e sempre estamos preparados para ouvir de tudo e mais um pouco nas reações de seus ouvintes. A última empreitada do grupo foi “Omni”, de um já distante 2018 e que de lá para cá muita coisa aconteceu no Angraverso, desde a prematura morte de Andre Matos a uma recente (e temporária) saída de Kiko Loureiro do Megadeth, entre outros demais fatos polêmicos e algumas “farpinhas” aqui e acolá, pois não seria o Angraverso sem elas.


Mas indo ao cerne deste texto, finalmente temos “Cycles of Pain”, o décimo disco da carreira do Angra e que foi avidamente aguardado por seus fiéis seguidores, fosse para lançar alguma hashtag ácida ou, elogiar o que encontramos ali. Podemos dizer que para ambos os lados existem brechas no novo álbum que chega no início do próximo mês pela Atomic Fire Records.


Em entrevista, Rafael Bittencourt disse que o registro seria uma autoreferência e passaria por toda a carreira do Angra, o que ele não mentiu. Há de tudo um pouco no caldeirão novo e a mistura é acertada e cada ingrediente é colocado na pitada correta.


Indo as músicas, como de praxe, há uma abertura rápida com “Cyclus Doloris”, tipicamente “Angraniana” e que dá espaço a já conhecida do público “Ride Into the Storm”, faixa veloz, de riffs cavalgados e um Fabio Lione imponente em um de seus melhores registros vocais na banda. O refrão é grandioso e marcante, cheio de drama e acertado. “Dead Man on Display”, tem um começo soturno e soa densa, cadenciada e logo cai em algo mais ágil com um Bruno Valverde preciso e bruto na bateria. A faixa desfila peso e precisão. A quebradeira na metade é caótica e mostra uma sincronia incrível de Bruno e Felipe Andreoli. E claro que ao se tratar do Angra, uma balada não poderia ficar de fora e com isso chegamos a “Tide of Changes”, dividia em duas partes, a primeira mais calma fazendo a vez de melódica, e a parte dois mais certeira, que inclusive traz claras referências a “Holy Land”, especificamente a música “Carolina IV”. Mais uma faixa de refrão marcante e carregado de força, também já conhecida do público. Na sequência chegamos a um dos mais belos momentos do disco. “Vida Seca” traz a presença de Lenine fazendo a abertura do vocal cantado em português em linhas maravilhosas e hipnóticas, cantando a vida do brasileiro que luta no seu dia a dia e logo um riff traz o lado metal e a passagem para Lione assumir as vozes acontece numa dinâmica incrível. Sem dúvidas uma das mais belas e imponentes músicas do disco. As melodias das guitarras de Marcelo Barbosa e Bittencourt são um espetáculo a parte e a cozinha uma das maiores dessa formação. Seguindo, abertura cinematográfica de “Gods of the World” abre espaço de uma música poderosa, que poderia facilmente figurar em um disco do Blind Guardian. A faixa título finalmente dá as caras, quase na reta final do registro, mas não é nada menos do que uma das melhores faixas título já feitas pelo Angra. As nuances de baixo são espetaculares e mais espetacular ainda é a dinâmica fluída dos versos para o refrão e depois, ao solo, que é grandioso e um dos mais bonitos que a banda já colocou em um disco seu. A ponte é de arrepiar e imagino o impacto que terá nos próximos shows. “Faithless Sanctuary” traz ritmos “abrasileirados” e uma quebradeira insana e agressiva que preenche a audição de forma impactante, sendo obrigatória ser tocada nos shows, pois isso aqui ao vivo vai fazer estrago! Os riffs de Rafael e Marcelo são gigantes e a cozinha é uma bomba marcada para explodir! Lione soa como um monstro aqui, com sua voz explodindo no teto e eis aqui mais uma fortíssima candidata a melhor do álbum. Não vou falar do solo, simplesmente, OUÇAM! “Here in the Now” é um momento mais calmo e brando e após a surra de porradaria anterior, passa de forma mais morna. “Generation Warriors” é o momento alegria dos fãs de power metal raiz e irá tirar sorrisos dos ardorosos do gênero. Há ainda uma parte mais prog em sua metade que irá dar um belo nó na cabeça do ouvinte. Quem encerra o registro é a enigmática “Tears of Blood” que divide os vocais de Lione com a cantora Amanda Somerville, e traz ainda Juliana D’Agostini no piano. A música é gigante e traz Fabio usando sua voz “operistica” em um épico triunfante para fechar o disco de forma arrepiante em todos os sentidos que a palavra possa descrever.


O Angra faz valer a espera e entrega um dos seus maiores trabalhos em toda a sua história e certamente o melhor da atual formação. E dessa vez a tag ácida pode vir da própria banda, que mostra porque ainda é uma das maiores potências do heavy metal brasileiro, com uma obra regida com maestria, peso, dinâmica e respeitando cada capítulo de sua trajetória.

quarta-feira, 23 de agosto de 2023

Angra - Angra Ilumina Sonasterio - 2023 (EP) - Download

 

Gênero: Power Metal, Progressive metal

1.Rebirth
2.Judgement Day
3. Millennium Sun
4.Upper Levels
5. Black Widow's Web
6. Nothing to Say

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quarta-feira, 30 de março de 2022

Angra - ØMNI Live - 2021 - Download


Gênero: Power Metal, Progressive Metal

CD 1:
1. Newborn Me
2. Running Alone
3. Light of Transcendence
4. Travelers of Time
5. Black Widow’s Web (feat. Sandy)
6. Insania
7. The Bottom of My Soul
8. War Horns
9. Caveman

CD 2:
1. Magic Mirror (feat. Família Lima)
2. Always More (feat. Família Lima)
3. Omni – Silence Inside
4. Upper Levels
5. Carolina IV
6. Rebirth

Bonus Track:
7. Angels And Demons
8. Heroes Of Sand (Feat. Sandy)
9. Spread Your Fire
10. Nova Era (Feat. Família Lima)

Link 01 (MP3)
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Link 02 (FLAC)
Link 03 (DVD)
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quarta-feira, 28 de abril de 2021

Kiko Loureiro - Instrumental Sesc Brasil - 2020 (Bootleg) - Download


Gênero: Progressive Metal

01 Pau de Arara
02 Reflective
03 Escaping
04 No Gravity
05 El Guarijo
06 Feijão de Corda / Drum Solo
07 Conquer Or Die (Megadeth)
08 Dilemma
09 Nova Era Solo (Angra)
10 Nothing to Say (Angra)

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Angra - ØMNI - 2018 - Download


Gênero: Progressive Metal, Power Metal 

01 - Light Of Transcendence
02 - Travelers Of Time
03 - Black Widow's Web
04 - Insania
05 - The Bottom Of My Soul
06 - War Horns
07 - Caveman
08 - Magic Mirror
09 - Always More
10 - ØMNI - Silence Inside
11 - ØMNI - Infinite Nothing
12 - Z.I.T.Ø. (2018 Version) [Bonus Track]

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Mega (MP3) | Yandex.Disk (FLAC)

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YandexMusic | Tidal | AppleMusic | Deezer | Spotify | YouTube



O Angra passou por maus bocados em determinado período de sua carreira. Houve o lançamento morno de um disco em 2010, alguns embates dentro da formação respectiva e pra decretar o que poderia ser de fato o fim da banda, um show embaraçoso no Rock in Rio. Nesse momento realmente a banda passou a se questionar se ainda deveria se manter em atividades, mas com a perseverança de Kiko Loureiro e Rafael Bittencourt, as coisas começaram a ter um respiro e assim recrutaram Fabio Lione para o posto de vocalista, que até então seria contratado temporário por ali e saíram em alguns shows pelos Brasil. Vendo que dali podia sair algo, um novo álbum surgiu, chegava em 2014 “Secret Garden“, que era um recomeço para a banda, um novo respiro, agora além do vocalista, tínhamos também um novato na bateria, era a chegada de Bruno Valverde ao banco que havia sido (de novo) de Ricardo Confessori até então.


A formação se consolidou até certo ponto, quando Kiko Loureiro recebeu um convite impossível de se recusar, do próprio Dave Mustaine para integrar o Megadeth. Com isso Rafael via novamente o então último parceiro da formação original ir embora, mas não se abalando com isso, recrutou Marcelo Barbosa (ex-Almah e Khallice) para o posto e daí tivemos o que de novo afirmou o Angra como a grande banda que é, tivemos em 2018 o nascimento de “Ømni“, uma das obras mais completas da banda e que aliado a técnica imbatível que foi acumulada nesses anos de estrada, nos traz um pouco daquilo que tinha de melhor em tempos áureos, a sua identidade brasileira que antes havia sido deixada um pouco de lado em troca de uma sonoridade mais comum do gênero.


Abrindo o trabalho, está “Light of Transcendence” que é um belo power metal executado nos seus mais ricos detalhes e de forma mágica. É rápida, cheia de força e agora mostra um Lione mais a vontade em frente a banda, mostrando o que sabe fazer e que sua escolha foi bastante certeira ali sendo um substituto que já deveria ter aparecido em outro momento (inclusive já sendo sondado por Bittencourt na primeira mudança de formação da banda). O prodígio Valverde empenha seu papel muito bem nas baquetas, criando trabalhos muito bem marcados em pratos e conduções e sem cansar as pernas nos bumbos duplos que permeiam a música em todos os momentos. Há um grande refrão na melhor forma do estilo e que contagia à todos os ouvintes. É um belo começo que desde “Nothing to Say” não me empolgava dessa forma.


Já seguindo pra um ritmo mais “abrasileirado”, “Travelers of Time” começa cheia de quebradas, algumas percussões em seu caminho e logo cai em um heavy tradicional e outro refrão muito bem conduzido. Aqui o baixo de Felipe Andreolli aparece com bastante presença, e sua segunda metade é bastante agressiva cheia de riffs com fúria e velocidade, aliada aos toque de corais clássicos que sempre estiveram presentes nas obras do Angra. Destaque para a ponte cantada por Rafael, que vem desempenhando essa função há algum tempo já e o faz muito bem. E claro que há de se falar da potência vocal de Fabio que abusa de agudos que soam tão naturais quanto respirar.


A faixa seguinte trouxe uma leve polêmica antes de seu lançamento, pois a convidada da vez para um participação era ninguém menos que a cantora Sandy, da dupla Sandy & Junior. Muitos torceram a cara para o convite antes mesmo de saber do que se tratava, porém, há de se falar que a moça é dona de uma belíssima voz independente de qualquer coisa e sua passagem aqui não é menos que um belo resultado. A cantora entoa os primeiros versos de “Black Window’s Web“, que nos remete à algo do Cradle of Filth em seu primeiro momento, mas logo um ritmo quebrado surge aliada à voz de Lione que abre as portas para a segunda convidada, Alissa White-Gluz do Arch Enemy é quem surge com sua potente voz gutural e torna ainda maior a faixa. O ritmo aqui é mesclado com muito peso, velocidade e esbanja melodia com as trocas dos vocais cada um na sua linha, flertando entre heavy, o gótico, algo do doom e uma pitada do sinfônico. É um grande destaque do disco e difere bastante do que o Angra já fez por aí e mostra que ainda tem cartas na manga para surpreender os fãs. Vale ainda ressaltar aqui o grande destaque da bateria de Bruno e o belo solo da canção.


“Insania” é daquelas músicas cheia de efeitos que o Angra sempre cria. Já começa dramática, e cai num momento mais calmo para um ponte mais agitada e um grande refrão que é entoado à plenos pulmões por Fabio. E destaque para a levada do baixo de Andreoli que pulsa notas a todo momento. Destaque para seu solo todo quebrado trazendo a veia prog que acompanha a banda há bons anos já. Faixa que pega bem fácil e de fato é maravilhosa, seu final é apoteótico.


Ah as baladas do Angra!Claro que elas não podiam ficar de fora, e a primeira que dá as caras neste trabalho é “The Bottom of My Soul” que em seus primeiros momentos nos faz recordar de “Make Believe” e que coisa maravilhosa isso. Quem dá voz a canção é Bittencourt e nesses momentos o cara brilha, pois sua voz tem o timbre necessário para entoar essas canções. Que refrão maravilhoso é esse, e a ponte é carregada e cheia de sentimentos, vontade de cantar junto a todo momento. Faixa divina e muito rica em todos os sentidos.


Claro que Kikinho daria as caras não é?! E ele chega com os dois pés na porta e destrói tudo com “War Horns” que parece uma debandada de cavalos à milhão. A faixa tem cara de Megadeth e mostra o Angra flertando de novo com outros estilos e criando um belo momento. O solo é magnifico e o menino Valverde brilha novamente, suas quebradas nos tiram de órbita e quanto peso aparece nessa parte. O bate cabeça aqui é certeiro.


“Caveman” é intricada em seu começo e traz algo mais tribal como o nome sugere, com vozes entoando um canto de selva bastante estranho mas que casa perfeito com a proposta ali e a banda se aproximando com o seu lado mais brasileiro de novo. Apesar de uma primeira metade repetitiva, em sua segunda metade ela se mostra uma faixa bem construída e cheia de detalhes e com andamento muito bem executado cheio de dinâmica. Tem um bom refrão, faz papel do momento experimental do disco.


Mesclando melodia e peso, “Magic Mirror” é uma semi balada agora entoada por Lione que mostra controle total de sua voz em passagens mais brandas e outras realmente agressivas como no refrão. Que bela ponte quebrada temos ali, a melodia é espetacular e enche os ouvidos do apreciador até explodir no ponto chave. A passagem de piano é muito bem encaixada para abrir porta para o momento prog novamente e nos lembrando algo do Symphony X. Muito bom o resultado final.


“Always More” é outra balada mas diferente da outra deste trabalho, não alcança de fato os seus resultados esperados. Longe de ser ruim, é muito bonita em seus momentos e tem um bom refrão, porém acaba por ficar no meio do caminho e meio apagada. É o momento mais fraco do disco todo.


Próximo a seu final, “Silence Inside” é uma síntese de tudo que o Angra é, ali há a música brasileira, o heavy metal, o prog e toda a melodia característica que a bada tem em seu currículo aparecem em sua melhor forma. O melhor está pro final, pois é uma longa faixa de quase 9 minutos que passeia por vários momentos sem nunca deixar o ânimo cair e cheio de muita qualidade. Quem canta os primeiros versos é Rafael e o faz muito bem, a voz do rapaz se encaixa perfeitamente nos versos e explode num refrão pesado e cheio de harmonia que Fabio entoa e o faz com graça. É impossível ouvir só um momento da música e a cada ouvida se nota um detalhe que a torna ainda melhor e maior. Ali todos os músicos esbanjam seu melhor e tudo se junta de forma maravilhosa num gran finale magnífico.


Encerrando o disco, há o momento instrumental com “Infinite Nothing” que parece ter saído direta de um final de jogo de RPG da Square.


Em seu resumo, o trabalho é o que Angra precisava há muitos e muitos anos desde suas truculentas trocas de formação e momentos de incerteza. Este álbum coloca a banda de volta aos holofotes seja com a crítica ou seu público e de forma correta e merecida dessa vez, e nos mostra que o nome é maior do que um ou outro integrante e que ele ressurgirá quantas vezes for necessário, se renovando e surpreendendo, saindo da zona de conforto de um gênero e nos brindando com obras únicas e de extrema qualidade como “Holy Land” em outro momento e agora Ømni, que nos mostra o porque de ser uma das, se não a maior banda do Metal Nacional. Ansioso com o que pode vir pela frente.

Angra - Live At AudioArena Originals - 2017 - Download


Gênero: Progressive Power Metal

01 - Newborn Me
02 - Final Light
03 - Waiting Silence
04 - Rebirth

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domingo, 7 de janeiro de 2018

Angra - Holy Land 20th Year Anniversary (Bootleg) - 2016 - Download


Gênero: Progressive Power Metal

CD 1
01 - Newborn Me
02 - Wings Of Reality
03 - Wainting Silence
04 - Nothing To Say
05 - Silence And Distance
06 - Tribal Jam / Carolina IV
07 - Holy Land
08 - The Shaman
09 - Make Believe
10 - Z.I.T.O.

CD 2
01 - Deep Blue
02 - Final Light
03 - Time
04 - Storms Of Emotions
05 - Lullaby For Lucifer (Acoustic)
06 - Silent Call (Acoustic)
07 - Drum Solo
08 - Rebirth
09 - Angels And Demons
10 - Nova Era
11 - You Really Got Me

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sábado, 6 de janeiro de 2018

Angra - Secret Garden World Tour - Live In Tokyo - 2015 (Bootleg) - Download


Gênero: Progressive Metal, Power Metal

01 Newborn Me
02 Lisbon
03 Perfect Symmetry
04 Drum Solo
05 Reaching Horizons
06 Waiting Silence
07 Carry On
08 Nova Era

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Angra - Live At Kiss Club FM - 2015 (Bootleg) - Download


Gênero: Power Metal, Progressive Metal
 

01 [ABERTURA] Entrevista com Bruno Sutter
02 Newborn Me
03 Final Light
04 [BREAK] ENTREVISTA
05 Lisbon
06 Storm Of Emotions
07 [BREAK] ENTREVISTA
08 Nothing To Say
09 Waiting Silence
10 [BREAK] ENTREVISTA
11 Rebirth
12 Nova Era
13 [ENCERRAMENTO] ENTREVISTA

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Angra - Secret Garden - 2014 - Download


Gênero: Progressive Metal, Power Metal

Disc 1: Secret Garden
01 - Newborn Me
05 - Violet Sky
06 - Secret Garden
07 - Upper Levels
08 - Crushing Room
09 - Perfect Symmetry

Disc 2: Live At Loud Park 13
01 - Angels Cry
02 - Nothing To Say
03 - Waiting Silence
04 - Time
05 - Lisbon
06 - Winds Of Destination
07 - Gentle Change
08 - Unfinished Allegro
09 - Carry On
10 - Rebirth
11 - Nova Era

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Secret Garden marca o início da terceira fase da carreira do Angra. Lançado no final de 2014 no Japão e no início de 2015 no Brasil e na Europa, o oitavo álbum do quinteto marcou a estreia do vocalista italiano Fabio Lione (Rhapsody of Fire, Vision Divine) e do baterista Bruno Valverde, substitutos de Edu Falaschi e Ricardo Confessori, que haviam gravado o disco anterior, Aqua (2010). Secret Garden também é a despedida de Kiko Loureiro, pois o guitarrista foi anunciado como guitarrista do Megadeth em abril de 2015.


Marcando o início da parceria da banda com o produtor sueco Jens Bogren (que assinou trabalhos de bandas como Opeth, Amon Amarth e Soilwork e foi responsável pela produção do disco seguinte do grupo, Ømni, de 2018), Secret Garden contou com Roy Z (Bruce Dickinson, Halford, Helloween) na pré-produção. Ajudando no renascimento da banda após um dos períodos mais turbulentos de sua trajetória, o Angra contou com diversas participações especiais, com destaque para as presenças de Simone Simons, do Epica, no vocal da faixa-título (composta pela pianista e tecladista finlandesa Maria Ilmoniemi, esposa de Kiko Loureiro) e Doro Pesch, dividindo os vocais com Rafael Bittencourt em “Crushing Room”.


Musicalmente, Secret Garden é um disco que apresenta uma modernização no som do Angra. É claro que as características que fizeram a fama da banda estão nele, como a variação entre faixas que vão do power ao prog metal sem escalas pelo caminho, mas é preciso frisar que a banda soa rejuvenescida aqui, com todo o frescor e novas ideias que a adição de novos integrantes trouxe. Valverde é um prodígio na bateria, criativo e com vontade de encarar desafios musicais, devidamente amparado pela parceria de anos com o baixista Felipe Andreoli, já que ambos já tocavam juntos no trio de Kiko Loureiro. Sua contribuição é gigantesca, tanto nas composições como na elevação da qualidade rítmica do álbum, repleto de batidas intrincadas, andamentos fora do comum e um requinte técnico que não se ouvia há anos em um trabalho do Angra.


Em relação à chegada de Fabio Lione, alguns apontamentos são necessários. Vou pegar como exemplo a minha experiência como fã para tentar colocar em palavras o que senti. A presença de Lione, a princípio, causa um estranhamento, pois ainda que seja inegável que o italiano se pareça como uma força da natureza e seja um vocalista de qualidade mundial, seu timbre e seu modo de cantar “pleno” (como ele próprio se auto define) contrastam de maneira forte com o que Andre Matos e o Edu Falaschi fizeram antes. Esse estranhamento é aplacado com o tempo e as audições consecutivas do disco, exercício esse que também deixa evidente o quanto a banda foi sábia em moldar a sua sonoridade à chegada de Lione, soando mais adequada para a sua voz através de um peso evidente, timbres atuais e uma abordagem distinta da que vinha sendo executada nos discos anteriores.


O álbum conta com dez faixas, com a dupla Rafael Bittencourt e Kiko Loureiro dividindo o direcionamento criativo. Uma de suas mais fortes canções está logo na abertura, com a energizante “Newborn Me” e sua pegada contemporânea e agressiva. O choque para quem ouviu o álbum esperando encontrar o Angra dos anos anteriores é grande, com a banda deixando para trás e engolindo sem dó os anos finais da era Falaschi. “Black Hearted Soul” mantém o clima lá em cima com sua abertura feita com coros épicos e um speed metal que conversa tanto com Angels Cry (1993) quanto com o ótimo Temple of Shadows (2004). Uma das melhores músicas do disco e uma espécie de afago no coração dos fãs, com a banda afirmando que não nega o novo caminho que está seguindo, porém ainda sabe como olhar para o passado e jamais irá renegá-lo. As guitarras dessa faixa são um dos destaques do disco, tanto nos solos como nas harmonias.


“Final Light”, cujo trecho inicial é utilizado com frequência nos vídeos do canal do grupo no YouTube, desacelera o clima com um andamento mais cadenciado e uma ótima participação de Lione, além de um dos refrãos mais cativantes do disco. O clima prog emerge sem timidez em “Storm of Emotions”, uma composição densa e com um clima sombrio que casou muito bem com o arranjo ascendente, onde Fabio Lione mais uma vez encaixa belas linhas vocais.


“Storm of Emotions” é a primeira das músicas a contar com o vocal de Rafael, que faz bem o seu papel. A linda e climática “Secret Garden” traz a bela voz de Simone Simons em uma canção com um arranjo que conduz o Angra para o universo do metal sinfônico, e o resultado é muito bom. “Upper Levels” é a única canção de Secret Garden a apresentar elementos de música brasileira, sempre marcantes na identidade do Angra. O instrumental dessa faixa é irrepreensível, com a banda evidenciando a técnica acima de qualquer suspeita de seus integrantes, começando no vocalista e indo até o baterista. Uma das mais fortes canções do disco.


Bittencourt retorna ao microfone em “Crushing Room”, agora dividindo a voz com Doro Pesch em uma faixa que alterna momentos mais calmos com outros onde o peso e a explosão típicas do heavy metal assumem a frente. O clássico metal melódico da banda dá as caras em “Perfect Symmetry”, enquanto “Silent Call” encerra o álbum de uma forma bastante bonita com uma composição que traz influências do icônico The Wall do Pink Floyd e harmonias vocais muito bonitas, além de uma performance irretocável de Rafael Bittecourt no vocal principal. Sinceramente, uma das mais belas canções da carreira do Angra.


O saldo final de Secret Garden é o renascimento de uma banda mantida através de um núcleo fortíssimo – Kiko, Rafael e Felipe – e que encontrou novos alicerces em Lione e Valverde. Um novo começo que assentou o caminho e arrumou a casa para seu sucessor, Ømni, construindo uma dupla de álbuns que recolocou o Angra entre os principais nomes do power e prog metal em todo o mundo.


O destaque final vai para a bela edição em digipack lançada no Brasil, onde a arte desenvolvida por Rodrigo Bastos Didier ganha ainda mais destaque.


Um disco muito consistente, onde os mistérios e sussurros do jardim secreto do Angra foram deixados de lado e a banda investiu nas sementes do seu futuro. Uma decisão mais do que acertada, e que segue rendendo frutos até hoje.

Angra - Live At Hellfest - 2014 (Bootleg) - Download


Gênero: Progressive Metal, Power Metal

1 Angels Cry
2 Nothing to Say
3 Wainting Silence
4 Lisbon
5 Spread Your Fire
6 Rebirth
7 Carry On
8 Nova Era

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