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domingo, 18 de janeiro de 2026

Deathgeist - Underworld - 2026 - Download

 

Gênero: Thrash Metal

1. Underworld
2. Mind Games
3. Destination: Dust
4. The Kraken's Wrath
5. U.F.O Inc
6. Last Memories
7. When Darkness Falls
8. Into the Darkwood
9. Skinwalkers

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quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

Deathgeist - Procession Of Souls - 2022 - Download

 

Gênero: Thrash Metal

01. The Greed's Inferno
02. Morlocks
03. Living Dead Melody
05. Nightmare's Chamber
06. Far from Reality
07. Depressive Thoughts
08. Fear

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Menos de dois anos após o lançamento de “666”, a banda paulistana de Thrash Metal, Deathgeist, nos apresenta “Procession Of Soul”, terceiro full lenght de sua história. O álbum será lançado amanhã, 7/1/2022, pelos selos Mutilation Records, Thrash Or Death e Punishment 18 (internacionalmente). Porém, nós do Mundo Metal tivemos acesso ao conteúdo, antecipadamente, e vamos analisa-lo aqui para vocês.


Tive a honra de resenhar os dois primeiros discos do Deathgeist, e posso dizer que houve evolução, mesmo que discreta, entre o debut homônimo e “666”. Em relação ao “Processing Of Souls”, digo que a banda buscou experimentar dentro dos limites do Thrash Metal e se deu bem, pois obteve uma considerável evolução. O baterista estreante Fernando Oster (Woslom) soube impor sua dinâmica a sonoridade e certamente foi um dos responsáveis por esse crescimento da banda. A dupla de guitarristas formada por Victor Regep e Adriano Perfetto, que também é o vocalista, apresentou riffs e solos bem mais trabalhados, superando minhas expectativas para esse registro. Maurício “Cliff” Bertoni, através de seu baixo, compõe a cozinha desse sanatório sonoro, juntamente, com Oster e a base é firme feito rocha. Nos dois primeiros lançamentos, a referência era claramente a escola germânica, porém, no atual full, nota-se também a presença da escola americana, tornando as canções mais diversificadas. Então, vamos à análise das faixas que o que realmente interessa.


“The Greed’s Inferno”, escolhida para a abertura, é o cartão de visita perfeito para o conteúdo do trabalho. Ela introduz com dedilhados e em seguida apresenta uma variação rítmica e de riffs até entrar um berro de Adriano Perfetto, um recurso conhecido, mas que sempre funciona bem. Imaginem a fusão de Kreator e Megadeth. Imaginaram? Pois é, é exatamente dessa forma que enxergo essa canção de boas vindas. Podemos encontrar essas referências citadas em outros momentos do álbum. Como eu já havia dito no parágrafo interior, os riffs estão mais bem elaborados e os refrãos ainda mais grudentos. “Morlocks”, que lembra mais a sonoridade dos títulos anteriores, é bem mais acelerada que sua antecessora. Ela tem um refrão bem interessante com a guitarra acompanhando cada nota de cada palavra. Como diria o craque Neto, “fantástica, diga-se de passage” (rs). “Living Dead Melody” é fera demais, equilibrando as já ditas referências com riffs e vocais que me fazem lembrar Slayer do “Hell Awaits” (olha só como esse redator viaja). Ela tem o solo mais bonito do álbum, abusando de melodia. Essa dupla das seis cordas está de parabéns.


A faixa título, “Procession Of Souls”, é também a maior surpresa em termos sonoros. Nela são usados sintetizadores que dão a canção um clima sombrio espetacular, mantendo o Thrash Metal intacto. Primeira vez que eu ouço algum Thrash soando Uriah Heep, e eu sou só um pouquinho fã (rs). O efeito escolhido é de excelente gosto e o conjunto geral faz dela a minha favorita do terceiro trabalho do Deathgeist. Nela também destaco o trabalho da cozinha, Fernando e Maurício. Das guitarras nem preciso falar mais. Antes que eu me esqueça de mencionar, Adriano manteve seu agradável vocal com sucesso. “Nightmare’s Chamber “ entre de voadora arrebentando a porta com riffs matadores, um Thrash Metal old school colocado logo após a música com uma experimentação, vamos dizer assim, bem escolhida a ordem. A ordem do track list é um fator muito importante. Em certo momento, apenas Cliff e Oster a conduzem, antecipando os lindos solos que vêm em seguida. “Far From Reality” introduz com riffs que segundo minha cabeça deveriam ser acompanhados por bends (sim, eu sou doido mesmo, liguem não, rs), mas mesmo não tendo os bends que a minha cachola queria, ela é uma música muito legal.


“Depressive Thoughts” segue a linha old school da Bay Area, aliás, com variações rítmicas, porém na maior parte do tempo ela é mais cadenciada. A produção do disco soa old school de forma geral e isso colaborou demais para o ótimo resultado final. O encerramento fica por conta da canção “Fear”. Apesar de eu já ter citado várias vezes meus elogios para as guitarras, não terei como não fazê-los de novo nessa música. A propósito, ela tem o riff mais grudento da obra, sendo bem cadenciada em sua primeira parte, todavia bastante pesada. Ela fecha com esse incrível riff em fade out! Uma clausura linda para um disco idem.

Assim que ele sair amanha, indico aos fãs de Thrash old school que o ouçam. Vale a pena pra c*r*l*o.

domingo, 30 de junho de 2019

Deathgeist - 666 - 2019 - Download


Gênero: Thrash Metal

1) Darkness Around
2) 666
3) Domain
4) Human Slaughter
5) Black Moon Rites
6) Creepshow
7) Virtual Murder
8) Returning to Sodom
9) The Man Who Was Death

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Segundo disco da banda paulistana Deathgesit, que estreou dois anos atrás com o álbum homônimo, 666 retoma o caminho do thrash metal feroz praticado pelos caras, uma mistura de Slayer e Anthrax (antigo) com Destruction e Sodom, acrescentando até nomes como Exumer e Assassin.


Deu para perceber que a banda caminha mais pelos lados germânicos da coisa, né? Mauricio Bertoni (baixo), Goro (bateria), Victor Regep (guitarra), Adriano Perfetto (guitarra e voz) sabem muito bem como tocar um thrash afiado e convincente.


Após a breve intro, a faixa-título coloca tudo abaixo com tudo que os thrash maniacs apreciam: vocais rasgados, andamento veloz, guitarras cuspindo riffs rápidos e clima de inferno, bem adequado ao título da música, aliás.


A introdução de Domain foi feita para cerrar os punhos nos shows, para logo entrar nos campos velozes novamente. Posteriormente, sem descanso, Human Slaughter, Black Moon Rites e Creepshow engatam a marcham e fazem a alegria de quem é chegado no fast metal.


Em suma, um dos grandes álbuns de thrash metal nacional em 2019. Se você gosta das bandas citadas no início dessa matéria, e adora saber como no Brasil abundam bandas de metal, 666 está aí, pronto para ser degustado.

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Deathgeist - Deathgeist - 2017 - Download


Gênero: Thrash Metal

1. Intro
2. Thrash Metal Fire
3. Day of no Tomorrow
4. Captured by Hell
5. Ghost of Torture
6. Death Razor
7. Mass Holocaust
8. Where Evil Rules
9. Witching Spirit

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Algumas bandas têm me mandado links ou arquivos de músicas que gostariam que eu analisasse. Uma delas tem sido a Deathgeist, representada pelo Victor Regep, guitarrista (aliás, muito bom). O Victor me mandou duas faixas, Day of No Tomorrow e Death Razor.


É curioso que eu analise faixas de thrash metal. Isso porque eu mal tive tempo nem oportunidade para curtir o Thrash quando ele surgiu (em meados dos 80), e também porque tenho profundas dúvidas a respeito do gênero. Ele parece de forma geral uma versão mais suja (em todos os sentidos) de um heavy metal que recaía para um lirismo (às vezes um pouco forçado) e de um hard rock que falava dos temas de sempre (amor, sexo, drogas, etc.). O thrash não; ele falava de temas mais amplos, como paz e guerra, religião, criminalidade, insegurança, maldade, etc. E seu estilo era (como ainda é) mais rápido e sem graça para quem queria assobiar as músicas (pelo menos). Ou cantá-las (o que é diferente de gritá-las).


Assumindo essas influências, a banda do guitarra e voz Adriano Perfetto (ex-Bywar e hoje na Timor Trail, de stoner/doom (que porra é essa, eu não sei)) e o guitarra já citado Victor (também ex-Bywar) conta também com o baixo Maurício Bertoni (ex-Voiden e Mystic) e o bateria Hugo Golon (ex-Infected e hoje nas Heritagee Cemitério) e não renega as origens, que já citei. Com um aspecto a mais: eles fazem questão de divulgar que o thrash de que se originam é o alemão dos anos 80. Curioso isso, porque noto também uma certa pegada de power metal alemão naquilo que eles fazem (e bem).


Mas aqui gostaria de ir um pouco além neste esboço de análise. Todos sabemos que o metal assumiu, e não por acaso, vertentes específicas em determinados locais da Terra. Que eu saiba, por exemplo, o thrash original foi sempre mais potente nos Estados Unidos. Por outro lado, as vertentes mais estratosféricas (em termos de temas) apareceram num primeiro momento em países nórdicos e do ocidente europeu (como a alemã). Isso, creio, tenha em parte motivo no contexto histórico daquelas regiões.


Os nórdicos já possuíam uma tradição histórica mais densa quando o rock começou a se conectar com outros instrumentos, outros ritmos e mesmo a música erudita. Por outro lado, o Power Metal era uma espécie de apanágio transcendental em países que estavam, num contexto histórico conturbado, sem ter o que oferecer (em imaginário) a seus jovens, tão enérgicos e sem conexão tão forte com gerações anteriores. Lembro-me bem do clima de euforia e positividade oferecido por um Helloween em meados dos anos 80, com clássicos que se tornaram, no gênero, insuperáveis.


Ocorre que o thrash não era isso. O thrash era uma resposta a um heavy metal melódico (que já não se intitulava do mal), a um rock que repisava nos mesmos temas de sempre (derivados de uma geração de excessos) e a vertentes (como o glam e o rock mainstream) que pareciam por vezes nos tirar gargalhadas. O thrash parecia querer falar de temas sérios, com um jeito agressivo e selvagem, sem concessões. Mas o Deathgeist diz que reacende a um certo thrash alemão, que eu não conheço mas que penso apenas intuir.


Ocorre que a temática do Deathgeist é, pensando nos dias de hoje, bastante tradicional. Day of no Tomorrow, por exemplo, bastante inspirada numa pegada Power Metal, nos coloca na pele de alguém na mão de alguém que irá nos trucidar. Daí que não teremos amanhã. Já Death Razor, mais rápida ou cadenciada (não sei bem), aposta numa leitura bastante colada à de um Lemmy (naqueles seus CDs com o Motörhead da década de 90), para falar da morte e de sua lâmina que irá nos excluir definitivamente do mundo. Duas faixas bastante agradáveis de ouvir, sem distorções excessivas, nem erros (ao menos audíveis por mim) na gravação e na intrumentação. O universo tradicional de quem se considera (como todo jovem, inclusive eu) capacitado para falar de temas sem solução (a morte inesperada e a impossibilidade de reagir a ela).


Nesse sentido, o competente thrash do Deathgeist foca-se nos temas correntes, abordando-os de forma tradicional e com pegada legal, mas que para mim poderia ser ainda mais contundente (como o thrash tradicional). Note-se que, embora o thrash dos 80 e 90 já seja datado, ele parece ser mais agressivo do que apenas isso. Os próprios vídeos do Slayer e de outras bandas menos conhecidas (como o Overkill) tentam incomodar ainda mais (se hoje ainda incomodam, eu não sei). Nesse sentido, senti, apesar da competência, nos bons roqueiros do Deathgeist algo mais contundente, que me fizesse sentir um pouco mal.


Algo que pudesse falar dos horrores da guerra, por exemplo (como os gulags soviéticos, que os alemães deveriam conhecer bastante bem, em livros ou experiência). Ou que falasse de algo mais concreto, como o neonazismo, por exemplo. Pois duvido que as bandas alemãs de thrash se esqueçam do que é concreto em suas vidas. Pois o thrash não gosta de lirismo, é concreto, duro, agressivo e não tá nem aí para os outros em função disso.


O Deathgeist (em tradução confusa, alemã-inglesa, o Espírito da Morte) prevê lançar o primeiro CD este segundo semestre de 2017, fazendo a divulgação por mídia digital. Parece uma boa banda, agradável de ouvir, com agressividade bastante interessante (não me referi aos solos das faixas, que são bastante bons e nada óbvios, embora bem tradicionais). Minha dica é que tentem pegar mais pesado, se quiserem e puderem. Especialmente na temática (dá para ler muito por aí que pode nos fazer ficar com o cabelo em pé).