Gênero: Hard Rock, Heavy Metal
2. Yesterday (My End, My Beginning)
6. Como Se Fosse Hoje
7. Bulletproof
8. So Sweet
9. Aversão
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Se eu tivesse que te contar sobre o novo trabalho do Malvada de forma rápida, diria que ele chega chegando. Antes mesmo de você perceber, o disco já te pega pela garganta. A produção de Giu Daga está impecável: cada detalhe conta, e cada instrumento tem seu espaço. A guitarra de Bruna Tsuruda corta como lâmina, o baixo de Rafaela Reoli bate forte no peito, a bateria de Juliana Salgado mantém a pulsação firme e orgânica, e a voz de Indira Castillo mostra força, personalidade e controle. Rasgada, intensa, sensual — ela avança e recua como se estivesse provocando e conquistando ao mesmo tempo.
Algumas faixas se destacam de imediato. “Down The Walls” abre o disco com impacto certeiro. “Yesterday (My End, My Beginning)” equilibra peso e melodia de forma envolvente, com a guitarra brilhando pela criatividade; cada acorde e fraseado trazem personalidade à música, e mesmo com uma temática que poderia soar melancólica, a faixa vibra com energia otimista e contagiante.Colunas portáteis
“Veneno” aposta no português para ganhar punch e resgata uma pegada anos 80 nos riffs e na batida, criando uma atmosfera dançante e moderna sem perder a identidade própria da banda. “Fear” cria uma aura quase cinematográfica, enquanto “Como Se Fosse Hoje” atinge espaços emocionais que surpreendem e envolvem.
Comparado ao álbum anterior, este trabalho não é apenas uma apresentação — é uma afirmação. Aqui, a banda demonstra personalidade, presença em cada nota e clareza sobre o que quer transmitir. A experiência de escuta flui de forma natural, engaja e deixa vontade de voltar. No final, Malvada não é só para ouvir: é para sentir. E, quando o disco termina, você não aperta o play por hábito — aperta porque quer sentir de novo.
Olhando com régua crítica do metal:
-Composição/letra – 8.3: refrões fortes e impacto em faixas como Fear e Down The Walls, ainda sem reinventar o letrismo.
Instrumental/arranjos – 8.5: riffs criativos em Yesterday, grooves marcantes em After, consistência técnica sem exageros.
-Produção sonora – 8.6: timbres equilibrados e mix clara, ainda um passo abaixo das grandes produções internacionais.
-Identidade artística – 8.8: ponto mais forte; não imitam ninguém, exploram o português sem forçar e se afirmam na cena.
-Experiência de escuta – 8.5: flui, engaja e pede replay, mantendo energia sem excessos dramáticos.
-Nota final: 8,5/10 — sólido, cheio de energia, com personalidade e pronto para colocar o Malvada em um patamar ainda mais alto dentro da cena.

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